sexta-feira, 29 de outubro de 2010

às vezes não cabe.

Em plena sexta-feira, pré feriadão acordei assim, doente. Não é só a maldita TPM, é doente de doer, de verdade. entre corpo, alma e pensamento.
Não é dor de crise existencial (mais uma? diriam eles), é dor de crise, de tudo, do nada. Do ser, do eu, do meu. Dor que prende, rasga e esfarela meu estômago. Dor minha. E que óbvio, ninguém entende. Ela vem mansinha, quase como um carinho e de repente, como quem não quer nada arranca algo de mim. Arranca mais que lágrima, mais que vômito.. Arranca sem perguntar se pode. Se eu quero. Vai, assim.. Simples, como tomar sorvete num dia de sol. Enquanto meio mundo se diverte lá fora, aqui a lágrima cai e o coração pulsa firme, o cérebro palpita pedindo certas e objetivas explicações, pra tudo. O corpo pede rapidez, remédios, soro na veia. A alma pede band-aids, por toda ela. É, eu queria ser normal. Esquecer tudo isso em segundos, não perceber que não há pra onde ir e nem mais nada, nem ninguém aqui, além de mim.
Vida que não caminha. Temperamento que não muda. A culpa não pe de ninguém em específico, acho que nem é minha. Eu nem deveria me queixar assim sabe?! às vezes a felicidade aparece a minha porta, literalmente. E sei que isso é para poucos. Mas que merda, odeio depender de algo, ou de alguém, pra poder ser feliz. E aí quando eu não tenho, é assim que fico, esperando.. Esperando. Caralho, como odeio isso. Não sei expressar isso, tá parecendo até mimo.
E assim vou me sentindo à cada hora, à cada momento, mais vazia e de saco cheio. Ou melhor, estômago cheio, coração cheio, mente cheia.. Só que no momento, cheia de nada. Cheia de merda. É isso.. É muito merda. E não é da merda que você tá pensando, essa não é física e existente, quem dera.. Seria mais fácil me livrar dela. Tô me sentindo pesada demais, e não são os quilos a mais, porque dois eu perdi só nessa semana em que exceto três dias o resto foi tipo, porra nenhuma. E não me venham com depoimentos sobre viver melhor a vida, porque na boa? Foda-se. Meus problemas, são meu problemas.. E cada um com o seu, certo? Não é assim que funciona? Ninguém tá nem ai se você tá bem de verdade ou não.. As pessoas só dizem: 'aah, mas você reclama demais, viu o depoimento de ontem da novela?' - PORRA, como assim?!
É foda. É foda. É foda. Ficar acordada pra mim tá sendo um sacrificio imenso, ainda mais pra mim né. E não, não tô falando de morte. Tô falando de ficar acordada mesmo sem dormir e ainda de ter de pegar um ônibus à tarde com pessoas que só sabem falar sobre o programa do gugu. De ter que entrar nessa merda de internet e nessas drogas de mídias sociais que só fazem a gente fugir do que a gente é. E as pessoas vem me falar de informação? foda-se. Informação é o caralho. Ninguém nem lê mais as coisas que eu escrevo aqui como liam antes. A galera do colégio faz joguinho de onde você larga a sua bolsa, pros homens ficarem encucados, sabe?! puta merda, cara. Isso existe mesmo? isso tá acontecendo? ninguém vai nem perder o tempo de ler essa bosta aqui, sabe porque? Por que 140 caracteres é o novo pretinho básico. ninguém quer perder tempo de sentir palavras, as pessoas só querem simplesmente ler e esquecer daqui à 3 minutos.
Então eu dou uma pausa, nesse trabalho confuso em que você vê/sente mentira a cada meia hora e que obviamente ninguém se importa com ninguém, a não ser com seus próprios umbiguinhos, e me tranco no banheiro.. Fecho meus olhos e me vejo aqui nesse mesmíssimo lugar, parada, sentada, com olheiras gigantes e escuras, me vejo, como um espelho turvo de olhos fechados e só. Não saio do lugar que habito, cruzo as pernas, sentada na privada, trancada no banheiro. A minha vontade na verdade é deitar em posição fetal e torcer, torcer e tentar voltar pro lugar de onde eu nunca deveria ter saído. Encarar esse mundo é foda. É difícil pra caralho e hoje eu só consigo pensar em como, COMO as pessoas tem coragem de botar um filho nesse mundo. Pqp! a gente tem que mudar, a gente tem que amadurecer, a gente tem que crescer, a gente tem que melhorar, temos que evoluir, temos que ter um padrão, ser alguém, estudar, trabalhar, fazer coisas que não gostamos, que não nos deixa feliz, a gente não pode ser a gente. As pessoas não se ajudam, não acalentam, não escutam, não tão nem aí. E ai de você se estiver. Só toma no cú. E nessas lições eu vou aprendendo o que sempre aprendi mas nunca dei ouvidos: Não espere NADA dos outros, porque será uma espera enorme. Uma hora você pode ter à outra não. Na real mesmo, apenas você pode ser seu eterno companheiro nas horas em que precisar. É melhor você ir lá, faz, dá a cara bater e se foda. Porque é assim que é.
Devaneios, respiração, devaneios, respiração.. E no meio de tudo isso, ainda percebo que nem me divertindo eu estou.
ok.. Eu penso, acorde:
Abro os olhos e continuo aqui.. fecho os olhos e a imagem desse banheiro brancoeverde não sai da minha cabeça. Chega um sms e eu dô de ombros. Não quero responder emails monótonos, chatos e sem nenhuma graça. Não quero compartilhar nada. Não quero atender telefonemas. Não quero, não posso, não consigo, não consigo, não consigo.
Não consigo nem responder por esse coração que continua batendo forte de amor, de carinho, de vontades, de desejos, de querer ser feliz. Esse coração que só leva tombo e que de tão cheio, sabe que não cabe em lugar nenhum que não seja nele mesmo.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

E você, por que desvia o olhar?

(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarrá-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o máximo que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, bem ai, dentro dos seus olhos.)
- Errnnn, ah.. Porque eu sou tímida.

Fototaxia Positiva

As mariposas usam a Lua como referência. Seguem sua jornada noturna em busca de algo que pensam que podem alcançar.. Algo brilhante, colossal e bonito. De contraste com o céu negro em parceria das estrelas e sinaleiras de aviões. Por vezes, se distrai com alguma luz artificial, qualquer explosão de claridade as atrai. Qualquer lâmpada acesa, farol de carro ou fogueira as tira de sua rota eterna à Lua. Logo se veem perdidas e hipnotizadas por qualquer luz que decidiu entrar em seus percursos, cegas e fascinadas demais para continuar o instinto noturno natural. Essa atração pela luz, por coisas que brilham, que chamam a atenção mesmo de longe é chamada de fototaxia positiva.

Logo podemos nos comparar a elas. São seres tão minúsculos, tão ignoráveis, que não chegam a ser nem coloridos para serem chamadas de borboletas, criaturas toscas de cores escuras, manchadas, albinas, peludas, monstruosas, feias. Estamos sempre seguindo rotas, planejadas ou não. Procurando sempre um astro divino, brilhante e que nos faça sentir que não precisaremos de mais nada.. Nunca estamos fora dessas rotas, até em sonhos procuramos por essa coisa que não sabemos exatamente que coisa é. Que brilha tanto que ofusca e desfoca nossa visão. Somos fúteis, minúsculos, hipócritas. A única coisa que sabemos fazer, por instinto ou não, é correr atrás do que queremos, mesmo jurando e provando que a maior alegria de sua vida é fazer o bem para os outros. E por ironia nunca sabemos o que é isso que a gente tanto quer, esse lugar que a gente tanto quer chegar, esses corpos celestes que a gente procura tanto em todo lugar.. Jogamos baixo, trapaceamos e por consequência nos desviamos das rotas também. Desviamos de uma rota, e por vezes já estamos em outra. Encontramos um tesouro ali, uma oportunidade aqui, um sonho por outros lados, amizades jogadas nos cantos.. Nunca seguimos por uma linha reta. Nunca estamos completamente buscando o que queremos de corpo e alma, suor e lágrimas, asas e antenas. É isso que nos difere de tantos outros seres vivos. Somos mariposas, agimos como leões, vivemos como macacos, tomamos decisões como asnos, voamos como pardais.. Mas nunca estamos buscando a mesma coisa. Seja ela o que mais importa, o que necessitamos, ou não. É essa a condição de ser humano. Nunca saber o que se quer. Afinal, não temos nenhuma fototaxia, atração ou tendência à hipnose para nos prender a qualquer simples e eterno objetivo. Estamos em círculos e nossa vida é uma lâmpada de gás neon.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Quando Lispector escrevia que: ''Felicidade dói'' eu não entendia.. Só agora posso concordar que sim, A felicidade dói! Dói porque não cabe no peito, nem no corpo e muito menos nas palavras ditas ou digitadas no teclado de um computador.. ''A felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam. Para aqueles que buscam e tentam sempre. E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passaram por suas vidas.''

terça-feira, 12 de outubro de 2010

'Amor são duas solidões protegendo-se uma à outra.'

Rainer Maria Rilke.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Times Like These

Eu sou uma rodovia de mão única
Sou uma estrada para longe
Que segue você de volta para casa
Eu sou um poste aceso
Sou uma luz ofuscante
Piscando sem parar

Em tempos assim,
você aprende a viver de novo.
Em tempos assim,
você dá e dá de novo.
Em tempos assim,
você aprende a amar de novo.
Tempos assim
vivem se repetindo..

Eu sou um novo dia que nasce
Sou um novo céu que
abrigará as estrelas esta noite
Eu, eu estou um pouco dividido
Devo ficar ou fugir
e deixar tudo para trás?

Em tempos assim,
você aprende a viver de novo.
Em tempos assim,
você dá e dá de novo.
Em tempos assim,
você aprende a amar de novo.
Tempos assim
vivem se repetindo..

Foo Fighters.

*Para alguém, especial..

domingo, 10 de outubro de 2010

Conselhos de uma imagem inversa

Eles dizem que você mudou. Já não é a mesma, não te conhecem mais. Mas e você? Continua mesmo a mesma, ou só mudou o corte do cabelo e comprou roupas novas? Ainda se reconhece vendo seu reflexo, ainda é você ali? É aquela mesma pessoa de dois anos atrás, cercada de amigos e sem nenhum mal a desejar? Ou será que você mudou mesmo? Você, que dizia tanto que já não aguenta ver as pessoas indo e vindo na sua vida, não teria entrado e saído sem bater ou sem se despedir da vida deles? Pois veja só. Mudara mesmo.

Você já perdoou os erros dos outros? Perdoou mesmo, sem rancor algum? Aceitou cada um de volta na sua vida, com a mesma confiança de antes? Ou fez todos se tornarem donos de culpas que são suas, por não conseguirem esperar você jogar seu orgulho fora? É, não perdoara também.

Esqueceu das tardes de céu laranja, das noites de filmes e cobertores e garrafas e amigos, desses amores que você fez questão de destruir? Destruir, com a desculpa de estar indecisa, quando o que você tinha mesmo era medo, de se ferir, e não de ferir alguém. Esqueceu as notas do teclado, os poucos que prometeram não te abandonar e por fim abandonaram? Sim, esquecera também.

Continua batendo na mesma tecla, fazendo essa história de uma letra só, acreditando que há de haver alguém que saiba ler e dizer que te entende? Continua correndo atrás de quem já não merece seu esforço, continua não desistindo de tudo que você crê que pode ser salvo por esperança e um pouco de sacrifício? Continua também.

Ainda não entende esse porquê da vida e o porquê de tanta mudança, sendo que só se adapta ao que já é acostumada, sim, ainda. Ainda tenta salvar seu mundo e o mundo dos outros também, ainda tenta ser útil e generosa achando que vai ser recompensada em dobro. Boba.

Pensou que a vida era fácil? Achou que os inimigos e os problemas esperassem você ser adulta para você ser forte o bastante para acabar com eles, certo? Tão ingênua, tão jovem, ainda pensa que tem muito a viver, mas continua no mesmo lugar, como sempre. Vive às vezes, e extravasa com as oportunidades, e só usufrui com dor, ao invés de saudades.

Fala tanto dos outros, se sente tão culpada por tudo, pensa que não pode nada. Aonde você vai parar? Em que cidade você quer morar, com quais amores você quer morrer? Se decida, garota. A vida é curta demais. Ah sim, você aposta em tudo com todas as fichas. E quando você tiver perdido tudo, e quando não sobrar ninguém pra você apostar?

Para de procurar pela pessoa certa, jovem. E para de achar que todas elas são. São todas erradas, tem dúvidas como você, tem medo como você. Pelo menos cem por cento delas já sentiu o que você sentiu, de uma forma mais particular ou correspondente à você. Não é só você que já esteve sozinha e perdida, não é.

Pare de quebrar corações, de machucar essas almas. Isso vai te machucar. Tudo que você precisa é aproveitar algo que ame e que ame você com todas as certezas, ame você e que não tenha nada acima disso.

Isso que você vivia eram momentos, não são eternos. Pare de pensar que não pode viver sem os amigos que vão te abandonar, sem os dias que vão passar, sem as coisas que você não poderá fazer. Porque passa. Até uva passa, menina.

Procura, decide, tenta, machuca, perdoa. Só faz isso. Ser feliz é consequência. E seus inimigos sofrerão também. E você só poderá sentir pena, pois eles terão escolhido o orgulho, e você o perdão. Seus amigos irão embora, você também. Mas eles terão escolhido outros caminhos, outras vidas, outros. E você terá escolhido a saudade. E quanto aos amores, apenas ame. Se foi verdadeiro, volta, se foi impossível, acontece, se não foi amor, esquece.

Cresce criança, para de se preocupar com tanto! Em último caso ainda terá as estrelas, um pedido a ser feito a cada uma delas. Terá também as horas, um segundo a menos a cada passo, e logo um novo Depois também. Só para de sofrer tanto, e dizer que não tem futuro.


'Tú te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.'

sexta-feira, 8 de outubro de 2010





Tudo tem um começo, e de fato, um fim.
Os começos são tão simples. Nunca se sabe quando foi um começo antes de ter um meio desenrolado dele, ou um fim empatado, breve ou longo. São invisíveis, são espontâneos, nascem timidamente e logo perdem a linha. Logo, não são começos. São estórias, são finais.

Por aqui eu estive um bom tempo. Foi uma fase boa, apesar de tudo.
Eu prefiro escolher começos de meses, o ano-novo, as semanas de férias pra mudar minha vida. Mas ultimamente tenho escolhido as estações, quando posso escolher. Geralmente mudava por necessidade, pra não sofrer. E eu não escolho isso. É minha mudança involuntária. É quando eu me torno o que não quero ser.
É essa explosão de novas adaptações que me faz seguir pelo que me protege, que muitas vezes não é o mesmo que me agrada.

Desde pequeno, eu fui excluída, não estou me queixando, era seletiva. Talvez meu mundo fosse estranho demais para a grande maioria. Eu ainda acreditava quando os outros já sabiam duvidar.

Era um peso morto na vida de quem eu convivia. Eu me acostumei a enfrentar meus problemas sozinha, quando eu não podia mais fugir deles, que era melhor. Essa audácia solitária, essa coragem mal-reconhecida, aquela ninguém lutando pra ser alguém, enfim, foi notada. Não por ganhar a luta, e sim por lutar.
Por ora, ganhei amigos. Mas por vezes ainda me sinto só.
Não posso obrigar cada um deles a adotar meus inimigos, a sentir meu ódio, a sofrer da minha dor.
É egoísta demais. E isso foi algo que eu nunca pude ser completamente, ao contrário do que pensa os que não me conhecem.
Pois não tinha ninguém, não era ninguém. Se eu fosse egoísta até com o nada que eu tinha, nunca se aventurariam a ver que o nada não era tão nada assim.
E é aí que entra a mudança.

Mudar para se adaptar. Crescer para evoluir. Todos nós temos isso como base. Ou seguimos essa linha, ou nos tornamos ninguéns. E eu não quero mais ser um ninguém, de novo. Não quero ter de lutar pra poderem ver que eu existo. E eu não posso mais elevar meu ego, a ponto de surpreender os outros e fazê-los querer estar longe de mim.

E é por aí que deixamos as estórias para escrevermos outras. Tanto faz que um espelho pode ser consertado e continuar com as rachaduras expostas. E daí que quando apagamos nossos escritos alguma marca deles continua no papel?
Vivemos de novo, como se não tivéssemos sofrido. Amamos de novo, como se nossos corações nunca tivessem sido quebrados.

São apenas fases. E é por isso que eu tenho preferido as mudanças de estações, para mudar meu eu também.
Assim como as folhas secam e caem das árvores, eu devo deixar que esses sentimentos que já foram bonitos um dia se esvaiam de mim.
Seja pelos olhos, ou pelo esquecimento.
Eu hei de trocar minhas folhas.
Mesmo que eu tenha de perdê-las, para recompô-las apenas um bom tempo depois..

domingo, 19 de setembro de 2010

Inteira, intensa.

Eu tentei amar diversas coisas e pessoas.. Inventei sentimentos que não existiam em mim. Enfeitei vários corações que não era o meu. Provoquei reações que nem ao menos conhecia. Pintei inúmeros planos para o futuro. Mas se eu disser, que eu não precisava fazer nada disso para descobrir que o amor está nas pequenas coisas que fizemos e onde menos enxergamos, você acreditaria?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

saudade

Eu não escrevo mais. Sou só saudade.
saudade das palavras formando-se no que quisessem. No que desejassem.
como se tivessem vida própria. como se fugissem de mim num lampejo de dor ou numa corrida entre os sorrisos de canto, que estendem-se até os olhos brilhantes. Saudade de sentir saudade em si e de ouvir além do coração. Ando precisando de mim. Dos meus abraços, do meu toque, do que sou e quero ser, por completa. E surtar por descobrir esse completo, e então correr sem direção para descobrir mais um pouco de tudo isso, e mais, e mais, e mais. E assim, ver no espelho, esse reflexo de gelatina que por trás da máscara eu sou.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

alguém

As vezes a gente está muito cansado e so quer uma massagem. Ou então, ser mimado enquanto estamos com dor. Ou mesmo alguém que liga só pra dar boa noite. Quem sabe então, alguém para nos acompanhar, mesmo que o ambiente não seja muito agradável. Alguém pra dormir abraçado. Alguém corajoso ao ponto de estar bravo, e mesmo assim, nao ir embora. Alguém que passe uma noite inteira do seu lado só por mimo e em seguida vai até a padaria comprar paes quentinhos..
Alguém pra enxugar as lagrimas com outros dedos que não sejam os nossos. Alguém que te acaricie enquanto vê tv. Alguém que pegue nas suas mãos e diga que não vai embora. Alguém que te faz sorrir pelo simples fato de ver esse alguém especial parado na sua porta.

Se importar com quem se ama, é natural. Acho que só agora pude descobrir isso.

Coisas que um alguém, sempre faz pra um outrem, quando o coracao bate mais forte que o normal. Que seja assim.. Enquanto dure, enquanto viva, enquanto é.. Feliz.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Afirme seu papel no mundo!

No dia 14 de novembro de 2009, o pesquisador JP Cavalcanti foi o palestrante do TEDXSP, que para quem não conhece é basicamente um evento que reúne pessoas bacanas, inovadoras e interessantes para espalhar essas novas idéias e gerar ações que construam, talvez, um mundo melhor. Logo, são pessoas que acreditam. Independentemente do que, mas que simplesmente acreditam em algo que inspire você e todos nós a querer mudar algo, em busca de melhorias pra todos.

JP que é pesquisador, começou sua palestra baseando-se na frase: “Há um certo momento na trajetória de toda e qualquer nação em que ela se considera escolhida, é neste momento que ela dá o melhor e o pior de si”.
E discorre sobre a escolha do Brasil como o 'eleito da vez', e como nós além de não termos a consciência dessa escolha, como ainda nos sentimos excluídos e incapacitados em assumirmos essa nova postura que nos foi dada.

Uma super palestra, que recomendo para ser refletida e compartilhada. É só ter um pouco de paciência.

Como você saberá que sua vez chegou se nem ao menos você se dá a chance de sentir-se no direito de ser escolhido?! Essa tem sido minha linha de pensamento.



'A Nação que não possui um sonho, não é uma nação.'

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Leaving-cap.1 - Independente

Sempre fui daquelas pessoas que tentam ser boas em cada oportunidade que aparece. Sabe, buscando alguma paz interior.
Aqueles tipos que aceitam alguns absurdos só por educação, só pra dizer que no final alguns desses sacrifícios vão trazer recompensas.
Mas eu já suportei o peso do mundo por muito tempo, e eu acho que não preciso mais disso. Por vezes deixei de fazer o que eu queria, de falar que não era bem assim que eu esperava, só pra não decepcionar ninguém. Mas sempre me decepcionava. Era egoísta, comigo mesma.
Mas tudo bem, foi uma fase. Não sou tão idiota assim, não atualmente. Não digo que vou fazer uma revolução contra o cosmo toda vez que algo me incomodar.. Só digo que nada vai me incomodar tanto agora, simplesmente.
A indiferença é uma grande dádiva que alguém muito inteligente deixou por aí, pra que a descobrissem e fizessem bom uso dela. Não é tão produtiva como o petróleo e o fogo, e não vai te trazer dinheiro. Mas é um grande remédio contra tudo que vem contra você. Qualquer mal dá meia volta quando vê que a pessoa que ele quer atingir é uma pessoa indiferente. É quase como ser assexuado, só que num modo geral.
Os indiferentes são pessoas pouco mais inteligentes e evoluídas. Alguns só conseguem ser quando fazem muito esforço, outros são natos no assunto (inveja). Mas de qualquer forma, sentem as dores e os sentimentos do mesmo jeito. Só não se deixam abalar tanto assim por eles. Por vezes até os sentimentos bons não os trazem muita diferença. Bem, essa é uma parte ruim, mas eles também não vão se decepcionar tanto assim, quando esse sentimento bom resolver partir.
O indiferentes tem coração, também.
Mas seu coração é um quarto vazio. Cabe todos os tipos de sentimentos, mas sempre está vazio. E é aí que eu fico em dúvida.. Não sei se isso é bom ou não.
Só sei que nada vai nos machucar, quando a única coisa que nos fará diferença será aquilo que nos faz bem.

Sou daquelas que não pedem nada não exigem nada, mas no fundo querem levar tudo pra casa. Daquelas que pedem pra esquecer mas no fundo querem te fazer lembrar.

Depois de tudo que aconteceu, acho que agora mereço um pouco de paz.

domingo, 22 de agosto de 2010

Confissões

"Uma mentira, duas, três. Tanto faz. Sempre serão mentiras e terão o mesmo impacto quando se tornarem verdades."

Eu sempre fui uma intrusa. Sempre tive que me infiltrar em todo canto e viver escondida entre todo esse meio. Sempre preferi por conveniência as rotas mais longas e complicadas. Só pra evitar muita gente nas mais simples e fáceis, e aprender a tirar proveito de um esforço desnecessário e inútil.

Na verdade eu sempre quis evitar tudo aquilo que todos usam como costume. Não pra aparecer mais ou menos na cena ou pra tirar vantagem disso sobre os outros. Era por simples prazer interno de não ser comum e de não ter de fazer sempre o mesmo pedido antes de se deitar.
A cruel verdade é que me descobriram. Acharam meus mapas, rasgaram meus planos, me enfiaram na mesma toca. E esse intruso desconhecido foi logo percebido, e logo acostumado a se acostumar com todos os meus costumes.

Eu comecei a pedir sempre pela mesma causa. Que acontecesse, pra que eu pudesse sentir que não precisava mais. Que agora sim eu poderia mudar de pedido.

Não seria tão simples se todas as coisas boas brotassem exatamente das ruins? Acontece. Mas não é sempre.
Seria bom se todos desastres e desejos funcionassem como as nebulosas no espaço.
São por meio de explosões catastróficas de hidrogênio e plasma que nascem as mais brilhantes e incríveis estrelas. Sabia?

Eu continuo com o mesmo pedido, o mesmo sonho, o mesmo vício e o mesmo desejo insaciável.. Mesmo sabendo que o resultado possa ser desastroso.
Estou de volta ao mesmo esconderijo, ao meu refúgio.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

/metade

Que a força do medo que tenho, não me impeça de viver o que anseio.

sábado, 7 de agosto de 2010

Good Charlotte - Emotionless
Ei, pai... Eu estou lhe escrevendo
Não para dizer que eu ainda o odeio
Apenas para perguntar como você se sente
E como nós nos sentimos, como isso fica?

Você está feliz aí fora neste grande mundo?
Você pensa nos seus filhos?
Você sente falta da sua garotinha?
Quando você deita sua cabeça, como você dorme à noite?
Você ao menos se pergunta se nós estamos bem?

Nós estamos bem
Nós estamos bem

Tem sido uma longa e dura estrada sem você do meu lado
Por que não estava você lá todas as noites que nós choramos?
Você quebrou o coração da minha mãe,você quebrou a vida de suas crianças
Não é bom, mas nós estamos bem
Eu recordarei os dias onde você era um herói em meus olhos
Mas aquilo era apenas uma memória perdida
Eu gastei muitos anos aprendendo como sobreviver
Agora eu estou escrevendo apenas para você saber que eu ainda estou vivo

Os dias que passei tanto frio, com fome, estavo cheia de ódio
Eu estava tão irritado, as cicatrizes são profundas dentro deste corpo tatuado
Há coisas que eu vou levar para o túmulo, mas eu estou bem, estou bem

Está sendo uma longa e dura estrada sem você do meu lado
Por que não estava você lá todas as noites que nós choramos?
Você quebrou o coração da minha mãe,você quebrou a vida de suas crianças
Não é bom, mas nós estamos bem
Eu recordarei os dias onde você era um herói em meus olhos
Mas aquilo era apenas uma memória perdida
Agora eu estou escrevendo apenas para você saber que eu ainda estou vivo
Eu ainda estou vivo
E às vezes eu perdoo, e desta vez, eu vou admitir
Que sinto sua falta, sinto sua falta...

Está sendo uma longa e dura estrada sem você do meu lado
Por que não estava você lá todas as noites que nós choramos?
Você quebrou o coração da minha mãe,você quebrou a vida de suas crianças
Não é bom, mas nós estamos bem
Eu recordarei os dias onde você era um herói em meus olhos
Mas aquilo era apenas uma memória perdida
Agora eu estou escrevendo apenas para você saber que eu ainda estou vivo

E às vezes eu perdoo, e desta vez, eu vou admitir
Que sinto sua falta, sinto sua falta.. Ei, pai..

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

queria

Eu queria conseguir ficar uma semana inteirinha sem chorar. E se chorasse que fosse de felicidade. Não aguento essa vida oscilante. E esses hormônios me deixando louca.
Queria sorrir uma semana inteira, e que não fosse só de piadas contadas por aí.

Queria brilhar, sem precisar estar entre as estrelas.

Um sorriso fácil, vindo da alegria de conseguir algo maior, porque eu sei que mereço esse 'maior'. Agora eu sei.

É um queria com muita força e vontade de querer. Quem saiba eu até consiga.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Muitas coisas. Pouco tempo. Poucas palavras.
Eu sempre procurei pela melhor parte da minha vida, por tudo que jurasse me completar e me deixar feliz. Procurei tanto por qualquer lugar e qualquer pessoa que me passasse essa sensação. E quando eu menos esperava e menos tinha qualquer nova esperança nisso você veio.
E veio sem bater na porta, sem aviso prévio..
Mas não quebrou maçanetas ou arrebentou janelas.

Eu posso me esquecer fácil de tudo. Te fazer ficar só na memória e não na expectativa. Mas essas partidas sem bilhete, essas saídas repentinas e esses caminhos de pedra sempre me chamaram a atenção.
É como a mariposa e a lua, o vagalume e o escuro, o meio e o fim. É um objetivo claro, único. Naquele em que você põe tudo a perder, sem saber o que você vai ganhar e sem saber o que você está deixando pra trás.

Eu odeio/amo essas confusões. Só relevam um pouco o tipo de pessoa que eu sou.

Eu devo agradecer por essas noites que valem uma vida, e por esses momentos que duram menos de uma noite. E não reclamo, eu só me engano.

Você foi a luz da lua na minha vida em todas essas noite, eu estive dando tudo por você.
Meu coração batente te pertence, acho que andei por milhas até te encontrar.
Com cada respiração que me vale aqui na Terra, estou te enviando toda minha paixão. Então se você se atrever a adivinhar, talvez você possa acertar.



/ Eu fiz isso valer?

terça-feira, 20 de julho de 2010

As pessoas são parecidas
nas promessas.
Elas só se diferem em seus atos.

sábado, 17 de julho de 2010

pérola

Não é porque é complexo que se torna impossível de entender. Não é porque é difícil, complicado, ou não é correspondido que deixa de ser real. Sempre será o mesmo pra quem sente. Mesmo com as pessoas não entendendo, não concordando, e nem correspondendo.
Nada torna esse sentimento mais único do que o simples fato de você senti-lo.
Mesmo sendo masoquista seguir num caminho onde a estrada é mais longa, seguirá em frente. Vai correr atrás desses sentimentos que nem sabe o nome, mesmo tendo de dar em troca sua paz, tendo de embaralhar todos seus planos e perder tudo que havia consquistado. É novo, desconhecido, o atrai.
Mesmo sabendo que não vale a pena, que é um prazer limitado, por que não? Prefere um pouco de dor por ter se machucado ou nunca saber como teria sido?
A dor, sempre.
Prefere largar tudo e dar de cara com o mesmo muro um milhão de vezes do que dizer que não teve coragem. Esfola a cara, quebra os dentes, perde a luta, mas não perde a vontade. É isso que o faz ficar de pé, e é por isso que nunca desiste, nunca desiste de pelo menos tentar.

Sempre fui essa ostra sem pérolas dentro. Sempre tive dúvidas, e também tive medos, assim como você.


Nunca soube a diferença entre o branco e o perolado, mas sabia que não eram a mesma coisa. Costumava gostar de estrelas e acreditar nos sonhos, nas raposas e nos recortes de revistas. Nunca me achei boa o bastante, mas fiz o possível. O tempo todo.
Quando achei o porque, perdi o talvez. E quando achei você, perdi o porque.

Só uma idiota corre de frente a um muro achando que pode atravessá-lo.
Só uma idiota não teme a dor.
Só uma idiota aprende que é a dor que mostra tudo e somente aquilo que valeu a pena.





"..We can fill all these miles between us with smiles and give up this war"

terça-feira, 13 de julho de 2010

Saudade..

É uma bola de neve que cresce dentro você,
fica tão grande que espreme o coração,
e o ar não consegue entrar.
Nada funciona como deveria.
A gente fica mole,
dá vontade de só acordar depois de muito tempo.
A cabeça só consegue esperar pelo futuro,
o presente nunca existe.
Quando o reencontro acontece,
essa mágoa derrete o os nossos olhos começam a suar de felicidade.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Antes de mais nada, me desculpe novamente..

Olha só, eu sei que te machuquei, sei que fiz de tudo um pouco contigo, que baguncei sua vida, deixei ela de cabeça pra baixo, que disse coisas que não foram legais, que fui covarde, e que joguei muita coisa fora. Sei que errei. Mas sei que também te amei. Sei que um dia, pensei em te dizer que te amo. Pensei, pensei.. e quando resolvi fazer, ao invés de só pensar, vi que era tarde demais. Muita coisa havia acontecido e eu tive que mudar, novamente. Mas você não pode me culpar, soube muito bem tudo que se passava na minha vida.
Não quero e nem preciso falar dos teus erros. Você deve saber que também os cometeu. É aquela coisa, todos aqui somos humanos, todos fazemos muita merda, falamos muita merda e depois percebemos quanta bosta sobrou de tudo aquilo que vivemos. Mas eu não quero pensar assim..
Porque de todos, que um dia foram, também existe algo de você guardado aqui. Nós aprendemos com todos sabia?! Independente do que eles fizeram..
E com você eu aprendi algumas coisas, e uma delas foi escutar verdades! Você me disse muitas delas. Crua e nua. É impressionante como logo você foi uma das pessoas que nunca mediu palavras comigo, nunca pensou muito antes de falar, você simplesmente falava, não importava se eu iria gostar ou não. Não notava. E o mais engraçado de tudo isso é que sempre falei mais do que ouvi. Eu tenho essa mania irritante e idiota de as vezes querer contar mínimos detalhes das histórias. Mas quando você abria a boca pra falar merda, eu parava pra escutar. Calava completamente e ficava com aquela cara de boba, pensando: 'puta merda, o que esse cara ta falando?!' - Dói admitir, mas eu sempre odiei isso em você!

Nós dois juntos, somos aquele misto de sensações contraditórias. Amor e ódio caminhando juntos..

Talvez o que tenha amornado tudo, foi esse jeito trocado que nós dois temos, eu agora muito racional, você agora muito emocional. É impessionante como as coisas mudam. Talvez eu tenha sofrido demais e você amado demais. É.. talvez.
Sabia que eu permiti o vento tocar minha pele pra, talvez, te sentir mais uma vez?! E quando tocou, abri um sorriso sutil. Vaguei meus olhos pelas ruas vazias, numa esquina qualquer e sequer ouvi tua gargalhada, quem dirá me encontrar com olhos teus. Os olhos coloridos. As cores que deformam. Como aquela música que me faz lembrar você. Aliás nem te contei, nós temos uma música, sabia?! Eu costumava ouvir, fechar meus olhos, e pensar em você. E só via mãos entrelaçadas, nunca beijos calorosos.

Ei, que tipo de história ficou entre a gente?!

Já sei, serei ouvinte das mais novas narrativas e dos mais novos cheiros e sorrisos que ocorrerão pelo caminho e, talvez, numa noite suave de brisas leves, vou deixar contorcer meus músculos num lapso insano de conter lembranças profundas de algo que existiu, algo que ficou.

Um dia desses eu me olhei no espelho e percebi que o brilho das pupilas, me diziam que, algo havia ficado opaco. Então eu fui e joguei ali, naquele canto escuro, embaixo dos tacos que revestem o chão, nos vãos, com poeira e migalhas - o que me restou depois de uma noite de olhos perdidos e contensão de gotas que me salvariam a alma. Fiz também dos seus pedaços, um outro qualquer, quem sabe, mas fiz. Reconstruí de maneira instintiva o que tinha ao alcance. Amarguei por longos dias, não sei bem, tentei contar, nem sequer lembrei, por isso contive as mais dolorosas palavras e gargalhei aos olhos alheios. E foi assim que te escondi, não na caixa mais escura, mas naquela cinza e com meia-luz, pra que não me deixe fugir da audição o som mais macio de uma única gargalhada sua. Porque por mais que eu não queira, ainda ouço ela aqui, dentro da minha cabeça, ecoando.. ecoando.
E o que eu sempre tentei lhe dizer foi que, agora eu resolvi acreditar num futuro de luzes, aonde caminharei e acertarei o rumo que me levará a esses romances de msn, de bares, de roda qualquer, de esquina de bairro. Ouvi por longos anos nomes que ensurdecia meus ouvidos. Passaram-se, talvez, vidas, momentos, pessoas, e hoje, já não ouço mais. Tento por alguns dias buscar algo que me leve pra um abraço distante, algo que por alguns outros longos anos me levou à proteção mais bonita que já tive.

Ei, eu já não sou mais aquela.. sou essa.
Me transformei nessa pessoa fraca, porém, corajosa e decidi que tenho que lhe deixar caminhar pro caminho que lhe cabe. E eu, finalmente, ao meu.
Talvez este seja mais um rascunho de uma despedida forçada, ou a despedida, de fato. O que pipoca aos meus olhos já não posso controlar, te estendo a mão e peço pra que siga, mesmo sendo egoísta o suficiente pra te perturbar a alma, mas me desfiz de sentimentos de posse há um belo tempo.

Hoje nossa contradição anda de mãos separadas.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

/Hoobastank

...I'm sorry that I hurt you
It's something I must live with everyday
And all the pain I put you through
I wish that I could take it all away
And be the one who catches all your tears
That's why I need you to hear

I've found out a reason for me
To change who I used to be
A reason to start over new...

terça-feira, 22 de junho de 2010

/Fernanda Young

Eu devo reconhecer que ninguém me conhece. Não realmente. Os que mais sabem não sabem da metade. Não deixo todos os segredos escaparem de mim, não mesmo. Uma delicadeza com os outros, eu diria, pois não quero assustar as pessoas com meu passado e meu presente. Em especial aquelas que continuaram gostando de mim após o pouco que souberam. Mesmo porque aquele, que fez aquilo, nao está mais aqui. Eu sou literalmente outra.



As pessoas acreditaram que eu continuaria a mesma depois das decepções, é preciso mudar pra não ser passada pra trás novamente, e eu aprendi isso na marra. Não compreendam.

sábado, 12 de junho de 2010

Valentine's day

A história é a seguinte: Nada de 'Feliz Dia dos Namorados'. Estou solteira, obrigada.
É apenas mais um dia 12 de junho que passa 'despercebido'. Até brinquei com meus colegas, que dia 12 é dia de sentar e chorar. Por hoje procuro um 'namorado de aluguel'. HAHA :3

Porém, é apenas mais uma data.
O bom dessa história é poder aproveitar o dia de solteiro todos os dias. Apesar de que existe, de fato, uma data específica pro Dia dos Solteiros. Dia 15 de agosto, mesmo dia que o Dia da Informática.
Não se sabe quem inventou essa data.
Bem. Estou me alugando e/ou alugo alguém para ser meu namorado HAHA'

Além disso, aproveitar o fim de semana 'Namorados' com todos aqueles especiais de TV e propaganda chatas. Para fugir de tudo isso, e rever velhos amigos, daqueles beeeem velhos mesmo. Reviver a epoca do ensino fundamental :3
Beijos pra quem fica. E Rocha Miranda, me espere *-*

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Sobre as mulheres

Já faz alguns anos que ando dedilhando na mesma tecla sobre um assunto: MULHERES. Sim, sobre eu, sobre minhas amigas, sobre todas nós. E eu sei que as vezes devo ser bem chata e insistente com isso, mas é que, sempre aparece uma bizarrice pior:

Este é um post de um blog da Folha para estudantes e interessados em jornalismo:

http://novoemfolha.folha.blog.uol.com.br/arch2009-01-11_2009-01-17.html#2009_01-16_08_30_58-11540919-0

Ok, eu não vou discorrer sobre como a Ana, editora de treinamento da Folha, endossou a mensagem sexista do anúncio ao escolher "mulheres complicam" como título. Isso não é nada perto dos primeiros comentários do post (de baixo para cima), feitos por.. mulheres. Elas disseram "adorar" o anúncio. Eis uma pérola:
[Silvia Dutra] Maravilha, é isso mesmo. Por essas e por outras (muitas outras) que eu adoro os homens, essas criaturas simples e óbvias.

Aham. E o seu sexo mesmo, qual é?

Ou ainda:
[Priscila] [BH] É bom mesmo. Explicou muita coisa com muito pouco e, ainda por cima, mostrou umas verdades rsrs. O do banheiro é o melhor.

Explicou o quê? O quanto fomos rebaixadas a uma idiotice?

Me desculpem mas eu fico, sim, revoltada com essas coisas. Que porra de mundo é esse, em que um anúncio te chama de frívola, burra e amaldiçoada por 'Deus' e você o "adora", achando que é tudo verdade? E não me venham com, 'ah, foi apenas uma brincadeirinha', porque, sim, o anúncio diz isso mesmo, brincadeira ou não.
Pensa comigo:
*Complicar as coisas em vez de facilitar é burrice.

*Passar horas se preocupando com a roupa é uma atitude considerada fútil.
*Para fechar com chave de ouro, o slogan é “thank god you’re a man”. Se você deve agradecer a 'Deus' por ser homem, ser mulher, então, só pode ser uma maldição.

Agradeça a 'Deus' porque 'Deus' o livrou de ser mulher! Isso seria horrível! Ninguém quer ser burro e fútil como elas (nem elas mesmas, como o comentário da Silvia atesta).
É tão absurdo e tão óbvio, mas parece que nunca cessa a necessidade de repetir: não, nós não somos assim. E, se há algumas que são, cabe questionar se elas não são assim porque, desde pequenas, ouvem que é assim que as mulheres se comportam.
Ora, embora passem horas escolhendo a roupa, muitas mulheres resolvem equações em dois segundos. Muitas comandam empresas e governos. E aí? Dá pra governar um país sem ser prática? Opa, deve ser por isso que dizem que, na verdade, quem governa são os maridos (era o que diziam de Hillary, caso ela ganhasse).

Também temos de pensar: por que as mulheres demoram demais para escolher o que vão vestir? Será que é porque somos automaticamente julgadas pela aparência, como se as roupas dissessem mais do que o que sai da nossa boca? Com um decote assim ou uma saia assado, num piscar de olhos viramos 'putas' ou 'santas' ou 'lésbicas' ou 'masculinizadas demais'. Por causa da roupa que usamos, dizem que estamos 'provocando' quem nos estupra. Por causa da roupa, tem gente que não nos leva a sério. Fica mesmo difícil se vestir num mundo assim.

Coisas desse tipo acontecem todo dia e as mulheres fingem que não ver. Ou se não finge, acha graça, faz piada e concorda.

Esses dias estava conversando com uns amigos, quando surgiu o assunto da 'Sra' Obama. Um deles começou a falar sobre seu estilo, roupa e blábláblá. E eu comentei sobre ela não ser somente a Sra. Obama. Ela tem um nome, Michelle, um curriculum impressionante e as pessoas a tratam como se ela fosse um bibelô, um enfeite. Porra, a mulher estudou em Princeton e Harvard. Nesta última, formou-se em direito. Ela foi tutora do Obama, quando ele era estagiário, e tem um extenso e bem-sucedido currículo. Ela não é um bibelô. Não é um enfeite. É uma pessoa inteligente, com experiência e muito a dizer. Debaixo do penteado, existe um cérebro. Gostaria que isso fosse ao menos mencionado.
O que aconteceu comigo foi que, eu simplesmente fui ignorada, disseram que eu estava 'errada' e ponto final. Mudaram de assunto..

Hoje mesmo revi os mesmos amigos. No decorrer da conversa, um deles aproveitou para relembrar o caso acima, logo começaram a fazer piadinhas (diga-se de passagem, bem sem graça) sobre o caso. Eu comecei a falar que acho errado como nos diminuem a nada, como esse tipo de piada acentua o preconceito. Assim puxei corda para a violência doméstica e acabei comentando sobre a Catarina (personagem da novela A Favorita, que apanhava do marido), em seguida uma amiga (sim, amigA, logo ela é MULHER), soltou uma piadinha: 'Olha só, tem uma frase do Leo (personagem do marido que batia em Catarina) que eu colocaria até no meu orkut, pra zuar, mas é o máximo, 'mulher é que nem mosquito, só sossega no tapa', nessa hora TODOS começaram a rir (inclusive ela), quer dizer, ela como mulher, me solta uma piada ridícula com alta violência e acha engraçado.
Óbvio que minha reação não foi nada agradável, então, eu, séria (e puta da vida!) disse: 'Aham. Super engraçado', e todos continuaram a rir, como se me deixar daquele jeito, como se levar esse tipo de discussão pra esse lado da piada fosse realmente engraçado ou normal. Me desculpe mas esses assuntos NÃO são engraçados, são sérios e não deviam levar pra esse lado. Nem numa mesa de bar, com seus amigos (talvez justamente por você estar com seus amigos eles realmente não deveriam fazer isso), achei melhor nem começar a discutir porque, se eu falasse tudo que me veio à mente, eu certamente perderia um amigo e levantaria da mesa mandando todos pro inferno. Mas pelo menos eu deixei claro que não gostei deste tipo de comentário. Mas não adiantou, todos começaram a falar besteiras e euuu fui tachada de feminista e brava. Vai entender?!
Quer dizer que se a sua mãe apanhasse do seu pai, se sua tia fosse estuprada, se sua filha andasse nas ruas e fosse obrigada a ouvir palavreados como: 'sua gostosa', 'me dá uma chupadinha', 'quero te comer, ruivinha', você acharia engraçado? Faria piadinhas sobre o assunto?!

Olha, entendo que os meus amigos estavam apenas fazendo piada e que, muito provavelmente, se opõem à violência doméstica. Mas, queridos, entendam de uma vez por todas: essas piadas não têm graça. Elas são ofensivas. Não só fazem com que eu (que sou mulher) me sinta desconfortável, como dão uma colher de chá para a violência. Se você condena a violência doméstica, então não faça piada. Porque não é uma piada. É o que acontece na vida de muitas pessoas, todos os dias.

Eu nunca vejo ninguém ousar dizer que os negros gostam de ser discriminados, que os gays gostam de apanhar dos pit boys, ou até os punks apanharem de skin heads por aí. Mas, com a mulher, sempre há alguém querendo dizer que a gente gosta disto. Quantas vezes você já ouviu que é dos cafajestes que a gente gosta? Ou, para citar uma frase do Nelson Rodrigues, “ele bate, mas bate no que é dele” (olha aí a idéia de mulher como coisa, como propriedade!). Ninguém gosta de ser agredido. Somos seres humanos e a violência não se justifica nunca. Nem em piada. Fazer piada com isso só tem graça para você, homem privilegiado, que não tem de passar por isso. O único objetivo deste tipo de "piada" é reforçar o privilégio masculino na sociedade.

Então, puta merda, parem de acreditar nessas generalizações ridículas, garotas. Isso só prejudica vocês.

E foda-se também que quase ninguém vai ler isso tudo, mas se eu conseguir conscientizar uma pessoinha só, apenas uma, já está bom para mim.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Pratique

Hoje eu decidi desamar, decidi escolher por mim, decidi acordar e pensar no desamor. Dar um tempo para o meu coração, respirar e ir embora com o skate, sentir o coração livre e o ar no rosto. Sem pensar em nada, só seguindo o ritmo das rodas sobre o asfalto, sem deixar vestígios do meu amor no caminho. Então, assim eu des-amei. Mas não para sempre, porque a solidão não é tão boa assim.
O desamor não é parar de amar, entendam isso. É simplesmente, sair um pouco da rotina. Ou até mesmo, escolher alguém que você nunca pensaria em encontrar no seu dia a dia. Talvez, alguma amizade que não costuma ser tão próxima de você, para conhecer melhor e também para praticar esse novo "lance". Essa seria uma boa ideia, para quem sofre muito, para quem é preso aos sentimentos. Alivia a dor e a alma.
Não pensem, que estou dizendo que o amor é uma coisa ruim. Mal necessário, como já havia dito. Mas é bom equilibrar as coisas as vezes, parar para colocar tudo no lugar novamente e assim seguir tranquilo.
Então, PRATIQUE! Eu indico.. Mesmo que se for só por um dia ou um momento, vai fazer uma total diferença na sua vida.


"O nosso amor a gente inventa para se distrair..."

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dark Secret love

Não importa como nem por que, já faz algum tempo..Mas isso continua a me assombrar. Cada vez com mais força, mais intensidade, como se minha mente e corpo lutassem contra a perda e esquecimento total. Eu estava bem. Ok, mais ou menos bem, mas estava. Alguns momentos pelo menos 'esquecia'. Certas coisas não tem como ser apagadas, e eu sou sim a melhor pessoa pra falar sobre isso. As marcas permanecem. Eu sei o quanto dói e o quanto isso me machuca. Não adianta disfarçar, só tê tentando enganar a mim, e a mais ninguém, embora que, ninguém perceba.
As pessoas tem a mania de me julgar sem saber qual é a verdade. Tentam adivinhar o que eu penso, o que eu ouço e até o que eu vejo. E meu coração que bate incansavelmente, independente do que aconteça, é o que mais sofre quando vocês dizem que eu não me importo, então pelo amor da deusa, não tentem dar palpites.
Ultimamente eu tenho visto até detalhes que não enxergava a tempos. Cada coisa insignificante para os muitos que viam 'de fora'. Mas não pra mim. Coisas que eu admiro em alguém. Mas ninguém quer ver. É só abrir os olhos. Eu estava aqui desde o começo, bastava querer enxergar. Imagino que agora você me vê como um fantasma, como nada, ou como só mais uma linha no seu livro. Mais você, sempre estive aqui.
Eu olho além, tento buscar e chega a parecer que há uma enorme parede invisível. Eu sei que não posso dizer o que não vejo, levando em consideração que já faz tempos que não lhe vejo. Mais, sou eu quem saí despedaçada a maioria das vezes. Sou eu que sempre aguento e finjo que já não é nada de mais. Que nunca foi nada e que nunca houve nada. Pode, de fato, não ter havido nada, mas isso já não seria um problema meu. Aqui, sempre houve.
Queria dizer com todas as letras, mas como sempre vou guardar isso comigo até a hora errada para ser dito.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Souvenir

A algum tempo fui pra tão longe em busca de algo que eu não pude trazer pra casa.. É como ir naqueles lugares maravilhosos, que dá vontade de ficar pra sempre. Aqueles que você vai, tira uma foto ou traz um souvenir. Eu até poderia tentar enfiar na mala, mas é muita carga, e é muito caro, é.. É complicado, e não é para mim, entende?!
Só sei que tava por lá e que eu gostei muito. Mas quando voltei, me contentei com os lugares que eu sei ir de olhos fechados, com as pessoas que eu reconheço de longe, com esses souvenirs daqui mesmo, que não tem mais espaço na minha vida.
Aprendam uma coisa.. Eu não sei cativar raposas. Não sei correr atrás de libélulas e muito menos prender vagalumes em potes. É raro eu abrir exceções, não consegui ficar sem açúcar mesmo sem poder e na maioria das vezes meus cookies não duram muito. Agora que vocês sabem que eu sou uma perdedora nesse assunto todo, e puderem me fazer um pequeno favor: me deixem ao menos ter esperança, mesmo eu já sabendo que não é sólida e não dá pra colocar numa caixa, e me deixem ir de cara no muro de novo, até eu entender o quão real são esses tijolos e poder contar quantos hematomas são precisos pra enxergar o outro lado. Só me deixa. Deixa esse concreto me dizer que é hora de desistir.

sábado, 22 de maio de 2010

Eu tenho andando atrás de respostas. Não as que vem de forma direta, mas sim aquelas que vem com mais uma charada. Não sei por que, talvez seja pra me sentir sempre incompleto, e sempre buscar aquela coisa que me complete. Eu olho nos milhares de relógios em minha volta, e não sei em qual devo confiar, não sei qual deles marca a hora certa.
Mas isso é bom, isso me força a usar a intuição e fazer aquilo que apenas minha mente manda. Quanto mais o tempo passa, mais sinto, cada um teu seu destino. E eu faço o meu, do jeito que eu acho melhor. E não são todos esses relógios confusos que vão me dizer que hora eu devo agir, ou simplesmente parar de tentar. Hoje mesmo eu aprendi uma coisa. Por mais que seus sonhos sejam impossíveis, estranhos ou sem noção, não deixam de ser sonhos. Sonho é uma palavra incompleta, precisa de outra pra tornar-se completa. Sonho sempre vai ser o passado da realidade.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Sobre o amor

Creio não existir algo na vida mais ridículo que tal sentimento. Define-se muitas vezes como metáfora, pois poderia ser isso ou aquilo ao mesmo tempo. Causa alegria e dor, ilude e dá esperança a quem possui. Tem seus variados tipos, a versão mais fútil, que dura pouco tempo, pode ser facilmente encontrada em lojas de departamento, agências de viagens, lojas de roupas e sapatos, ou em supermercados. Sua versão mais atual pode ser facilmente comprada com algumas notas de 100, ou 50, ou 1. Ao mesmo tempo em que te dá vontade de ficar, também te dá saudade. Você lê um livro de início, pra chegar no final, e no meio dele você deseja poder voltar ao começo, pois nunca dá certo já que logo o final chega, e você se desinteressa por ele.
Amor é uma mistura de felicidade e dor, uma quimera malcriada que cria enigmas o tempo todo. É cego, desde que se possa enxergar alguém rico, ou com dois perfis lotados, ou com o cabelo mais lindo do mundo. Mas é cego, até o momento em que você procura apenas comer biscoitos para lamber o recheio, e jogar o biscoito fora. A partir do momento em que você compra um livro só porque a capa é bonita, sua cegueira está curada. Sexo é o estado de necessidade do homem e pré-histórico do amor. É o amor expresso fisicamente. Mas dizem que o fogo mais ardente é aquele que é ateado sem poder se ver. E isso torna o sexo, apenas uma forma desfigurada do amor. O amor platônico, o amor não correspondido, e o amor material são apenas coisas que as pessoas criam para definir algo que nem elas sabem que sentem, ou não. Platônico é apenas uma forma de dizer que você ama alguém, mas não tem coragem de dizer, enfrentar toda a distância, as barreiras, seguranças, ou todas as pessoas do mundo, só por causa de uma pessoa, que ficaria deslumbrada, mas nem ao menos se importaria com isso, ou sim. O amor não correspondido é apenas uma doce forma de se referir à ilusão, pois não há um motivo, nem óbvio, nem ao menos egoísta, de amar alguém que nem ao menos corresponde isso à você. Mas as pessoas fazem isso para criar a esperança de que ela não é a única a sentir tal coisa, ela sempre espera que alguém a ame baixinho também, pra ela nunca corresponder, da mesma forma que não à fazem. Já o amor material, é uma simples atração por coisas que se movem ou não, com corpos bonitos ou diamantes em volta, que tem o poder de satisfazer você, mas sempre por um tempo limitado. Mas nenhuma dessas formas não levam o 'amor' em seus nomes. E isso é, extremamente ridículo. De tão egoísta, rude e individualista, o amor persegue cada palavra, cada canto, cada fase de sua vida. E se você chegou até ele, não é culpa dele. Ele não tem culpa de ser bonito, cheirar bem, parecer tão excitante. A culpa é sua, de se render à tal tentação.
Ninguém diz que amor é bom. Mas todos dizem que é necessário. Cabe a cada um de nós ler cada capítulo desse livro duas ou três vezes antes de querer chegar ao próximo. Ler o epílogo, o prefácio, até o sumário, se preciso, antes de seguir em frente, para que cada fase dele seja bem aproveitada, com olhos de cego e compreendimento de um sábio.
Ninguém pode definir amor. Nem com todas essas palavras, ou, nem com uma biblía de ensinamentos, ou uma bibliografia de vida. O amor vai sempre ser o amanhã, o desconhecido, o passado que ronda sua cabeça, querendo voltar; o final do livro, enquanto você ainda está no clímax apenas. As vezes um tormento sem fim, motivo de suas noites sem sono e deus seus dias sonhados. Vai estar sempre, com aquele alguém, que você sabe que nem em um milhão de anos, você vai estar do lado. Ou talvez esse alguém esteja apenas segurando uma plaquinha escrita Não há amor aqui e te dê um mapa, mostrando aonde ele está. Um mapa pra você se perder, e sempre achar as pessoas erradas. Um jogo, pra você perder durante a vida toda, e aprender a jogar cada vez melhor, pra que um dia , ou não, você vença, e ganhe um prêmio. O prêmio de saber aonde o amor de verdade está. Ou, perceber que você nunca vai achar alguém com amor total, alguém menos egoísta que você, e ficará sozinho pra sempre.
O amor, é o ridículo, o desconhecido, e ao mesmo tempo o interessante da vida. É um livro de capa surrada, aonde as últimas páginas, estão em branco. Cabe a você decidir quando vai começar a escrever o final de sua história.

sábado, 24 de abril de 2010

/Desabafo



Me perdoe, me perdoe por ter perdido minha fé em você.
Minha avó sz

sábado, 17 de abril de 2010

Acabou

- Oi mãe!
- Oi Carol.. (pausa) tenho novidades.
- Boas? :)
- Não, a sua bisavó (pausa) Lygia não está mais aqui..

- (começa a chorar)
- Não chora Cáh.. (e ambas choraram)

É tudo o que tenho a dizer agora. Meu mundo parou.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Ma Memoire sale



"..Lava a minha memória suja neste rio de lama, a extremidade da tua língua me limpa por toda parte, e não deixa mais o mínimo vestígio daquilo que me prende e que me cansa. Infelizmente!
Cace, persiga-o em mim, é apenas em mim que ele vive.
E quando o tiver na extremidade do teu fuzil, não ouça se ele te implora, você sabe que ele deve morrer de uma segunda morte, então, acaba com ele.. outra vez.
Chore! Eu tenho feito isso antes de você e não adiantou nada, quão bom é os soluços inundarem as almofadas?
Eu tentei, eu tentei, mas tenho o coração seco e os olhos inchados..
Então queime! Queima no momento em que se envolve na minha grande cama de gelo.. A minha cama como uma banquisa que derrete quando você me entrelaça.
E mais nada é triste, e mais nada é grave, se tenho o teu corpo como uma torrente de lava..
A minha memória suja neste rio de lama..
Lava.
Lava.
A minha memória suja neste rio de lama..
Lava.."

Les Chansons D'amour





/Aconselho a todos a assistirem filmes franceses. E sem ser dublado. :)

sábado, 10 de abril de 2010

apenas um desabafo.

Oi. Estou te deixando essa mensagem, sem motivo concreto, sem razão nenhuma. É só pra você saber que eu me importo em deixar as coisas claras. É, é só pra você ver que eu me importo em me importar. E não é porque eu tô te ajudando a lembrar que eu existo. E muito menos porque eu espero que você retorne, sei lá. Não faço tanta questão de ouvir sua voz como antes. Aliás, só estou falando isso porque não queria que as coisas ficassem assim, dessa forma. Mal acabadas, entende?!.. Eu sei que foi você quem começou, mas não tive coragem de jogar na sua cara tudo que ficou entalado na minha garganta e apunhalado no peito à tempo, justamente porque seria desnecessário, não mudaria absolutamente nada, então o diálogo nem seria útil mesmo. E sei também que provavelmente você nem se lembra quando, por que, como, onde, mas tudo bem.. É por isso que eu falo tudo isso. Deve ser um grande esforço pra você ler, se ler, não? Não estou te pedindo pra ter dó, que coisa. Nunca pedi nada de você, nunca forcei a barra e muito menos quis que você sentisse algo. E você nem pra notar tudo isso.. Reciprocidade é algo difícil de acontecer. E não te culpo por isso, por falar de cinco em cinco segundos aquelas palavras que tantas vezes pareciam tão vazias, eu nem sabia recitá-las mas dentro de mim aquele Eu te amo cresciam cada vez mais. Aliás, não te culpo por não se importar com o que eu sentia também. Fosse bom ou ruim.
Talvez fosse como se pra mim eu tivesse um iceberg pra te dar, mas você estava tão longe que mal poderia enxergar o cubinho de gelo. E eu uso gelo não só como metáfora, mas também como lembrança. Aliás, foi bem assim mesmo.. Eu não tinha como lhe mostrar meu sofrimento e você não tinha como me fazer parar de sofrer. Ambos não tivemos chances de derreter toda essa camada de impossibilidades.
Eu te entendo, viu. Todo mundo já sofreu e fez os outros sofrerem. Até eu. Para, não é culpa sua. Quantas vezes te disse isso?! Aliás, eu nem sei por que estou te falando essas coisas, te fazendo perder seu tempo com algo que nunca foi sólido o bastante pra que você percebe-se. Mais uma vez, não é tua culpa. É chato isso, sabia? Eu poderia ter enfeitado os mais belos gestos e ter mudado todas as histórias, só pra ficarem do jeito que você gosta. Até a minha. Ah, eu fiz isso, é mesmo, e você também não notou, é verdade.
Agora me diz, pra quê isso? Isso, de você construir palácios em torno do seu coração, cercá-los com torres e muros de pedra. Pra quê? Pra tornar tua reciprocidade inalcançável? Só deixa eu te avisar que por mais bonito que tudo isso foi (ok, não foi, mas poderia ter sido), a gente não pode viver em contos de fadas. Meu coração não é uma princesa, e por mais que você tente disfarçar o seu, ele não é um dragão também. É só uma máquina que você programou para soar timbres diferentes de qualquer um que queira operá-la. Assim como o meu, que você tanto criticou. Tá vendo? uma semelhança.
Temos caixas de músicas enterradas nos nossos peitos. E eu não posso te culpar só porque a sua toca uma música diferente da minha. Eu te entendo, não é agradável quando duas músicas distintas resolvem tocar ao mesmo tempo. Só uma de cada vez é agradável. Eu te entendo, mesmo. Prefere ouvir só à tua música, do que perceber toda aquela mistura de acordes, ritmos e timbres diferentes dos teus.
É, como o outro lá disse, esse tempo todo eu fui um acorde errado na tua canção. Um arranjo que você nem sequer percebeu.
Então, é só isso. Parece muito que eu joguei tudo isso na sua cara, pra que tu pense que a culpa é sua, depois de todo esse final mal feito dessa história (que você nem sabia que existia).. Mas não é, tá.
É só minha tristeza gritando palavras depois de perceber que só depois de praticamente mais de um ano eu fui descobrir que não formamos dupla, que nossos ideais não batem, que nossos corações batem em frequências opostas. É só minha tristeza, não meu ódio. Só tenho ódio de mim, por ter demorado tanto tempo pra enxergar, e mesmo assim ainda te escrever tudo isso jurando que você vai ligar.
E olha, eu gosto de você sim. E tudo isso é pra você lembrar que eu existo, sim, e ia gostar tanto que alguma vez sequer, você percebe-se. Mas não faz nada disso não.
É que eu estou no meu caminho, finalmente. Um caminho pra acreditar que nada disso vale à pena o risco. E não me desvie dele de novo, você sabe que eu sempre preferi o caminho difícil, difícil e solitário. Porém, feliz. Por que jogar no modo fácil? Tão entediante não?
E, por favor, apenas te peço: não tente jogar de novo.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Três palavras:

de
saco
cheio.

Tempestade

..E lá fora cai o mundo em água.
aproveita pra limpar a alma dos que estão fora de casa, fora de si, sejam os que estão cobertos ou não.
Quando você sente-se só e parece que até a fé se abala.
O reflexo no espelho é torto, e as palavras são mal faladas ou escritas.
Você parece frágil e na rua lhe apontam os dedos.
Então as gotas descem na maior clareza possível, do mais simples e legível contorno.

Quando o coração pesa e dói. Você olha pela janela e vê as gotas de chuva caindo e então elas lhe mostram o melhor dos casos e acasos.

E nessas gotas aparecem pessoas que lhe permitem ser exatamente como você é, aí tudo fica belo, poético e o coração bate forte novamente.

Quando você deseja que as coisas fiquem mais tranquilas, mas você simplesmente não consegue enxergar como fazer isso.

É nessa hora que as gotas de chuva aparecem e conseguem molhar lugares que nem os pensamentos chegam, é aí que tudo clareia.

Deve ser assim quando as lágrimas pesam..

Quando chove, como agora. Ou quando o céu fica nublado, como hoje pela manhã.
É.. deve ser assim.

Ainda bem que depois da tempestade, vem o sol.. e com eles, os sonhos feitos de nuvens.
..Ainda bem.




(Deu até vontade de transformar isso em música.)