A algum tempo fui pra tão longe em busca de algo que eu não pude trazer pra casa.. É como ir naqueles lugares maravilhosos, que dá vontade de ficar pra sempre. Aqueles que você vai, tira uma foto ou traz um souvenir. Eu até poderia tentar enfiar na mala, mas é muita carga, e é muito caro, é.. É complicado, e não é para mim, entende?!Só sei que tava por lá e que eu gostei muito. Mas quando voltei, me contentei com os lugares que eu sei ir de olhos fechados, com as pessoas que eu reconheço de longe, com esses souvenirs daqui mesmo, que não tem mais espaço na minha vida.
Aprendam uma coisa.. Eu não sei cativar raposas. Não sei correr atrás de libélulas e muito menos prender vagalumes em potes. É raro eu abrir exceções, não consegui ficar sem açúcar mesmo sem poder e na maioria das vezes meus cookies não duram muito. Agora que vocês sabem que eu sou uma perdedora nesse assunto todo, e puderem me fazer um pequeno favor: me deixem ao menos ter esperança, mesmo eu já sabendo que não é sólida e não dá pra colocar numa caixa, e me deixem ir de cara no muro de novo, até eu entender o quão real são esses tijolos e poder contar quantos hematomas são precisos pra enxergar o outro lado. Só me deixa. Deixa esse concreto me dizer que é hora de desistir.
Atendendo o seu pequeno favor:
ResponderExcluirQuem não deseja, após as fadigas de uma longa caminhada, encontrar um lugar onde possa descançar à sombra de árvores frondosas; refrigerar-se com a água fresca e cristalina de uma fonte e respirar o odôr de flôres perfumadas? Assim, na jornada da vida, quão intoleráveis e áridos não seriam os nossos dias, se não tivéssemos para amenizá-los, a Esperança, essa "amável companheira da vida" que tanto nos alenta e estimula. Sem ela, o lavrador não teria tanta perseverança e constância para cultivar a terra, o marinheiro não arrostaria a sanha do mar furioso e embravecido; o enfermo não suportaria suas dôres, nem o cativo o peso do seu cativeiro.
...Não fôra a Esperança, sucumbiriamos ao peso dos males que se sucedem. "Ela tem a arte de separar de nós o que está em contáto conosco, e aproximar de nós o que julgamos inatingível; livrá-nos do presente, quando inoportuno, e nos traz o futuro, quando êste parece vantajoso". Não existe lar, rico ou pobre, que não a acolha; não há coração, altivo ou humilde que não o abrigue. Por onde passa, deixa benefícios e consolações, sobretudo nos lares construidos em choupanas e casebres rústicos e nos corações desesperados e aflitos. Se os corações abrigam essa esperança terrena, tão sujeita aos enganos, por que não acolher a mais promissôra esperança a divina, que não consente esperemos em vão? Po mais que nos alimentemos dessa Esperança, nunca será demasiado, pois tem por fim levantar-nos, fortalecer-nos, aliviar-nos as dôres e estancar-nos as lágrimas.