Doeu um pouco todos os dias desde que eu descobri que você nunca seria meu, vi meu mundo desabar pela segunda vez e todos os monstros que eu tanto temia saírem do armário para assombrar minhas noites de verão, eu tinha medo de reviver toda essa angustia que é ver-te cair pelos meus dedos Durante essa última semana eu me vi caindo em um precipício sentimental que não parece ter fim, tem alguns dias que o amanhecer traz com ele a certeza de que está tudo bem, mas a noite devolve a melancolia que faz meus olhos cerrarem para não deixar escapar a vontade de lhe ter.
Eu te vi partir uma vez e prometi que aquela seria a última, agora estou novamente aqui como se durante todos esses anos eu tivesse andado em circulo, maldita raça humana e sua mania de não aprender com os tombos que leva da vida, eu devia saber desde o inicio que o final seria o mesmo, era o mesmo enredo, os mesmos personagens, por que o fim haveria de ser outro? Esse romance já estava escrito, fui eu quem quis reler esse livro na espera de um bendito final feliz.
Achei que eu ia morrer só que ainda estou aqui, cheia de cicatrizes no peito, mas de pé. Está doendo um bocado agora, mas essa dor há de passar com o tempo, como passou das outras vezes, e eu ei de aprender que não adianta empurrar onde tá escrito puxe. Espero que você seja feliz no teu canto e não volte mais, pois dessa vez eu não vou estar lhe esperando.
Esse não é um texto bonito, alias, falando a verdade nua e crua esse é
um péssimo texto, mas aqui dentro anda tão confuso que até escrever
parece difícil, isso é tudo o que estou sentindo nesse momento, tem uma tempestade que aparentemente vai ficar por um bom tempo.
Desculpem o sumiço no blog, prometo fazer mais visitas logo,
mas tenho passado muito tempo tentando entender o que se passa comigo.
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